No PÚBLICO: "Antes de Santa Cruz, houve massacres terríveis, alguns até mais sangrentos. Mas nenhum foi filmado. A 12 de Novembro de 1991 ficou provado, em vídeo, do que os indonésios eram capazes. Fora de Timor Leste, o massacre de Santa Cruz de 12 de Novembro de 1991, dentro de um cemitério de Díli, teve um significado político claro: a resistência timorense tinha “capacidade de acção política para romper o muro de silêncio”, com resume Carlos Gaspar, da Fundação Oriente e na altura conselheiro político no Palácio de Belém. Dentro de Timor, 25 anos depois, ainda se procuram mortos. Há os 271 que morreram no cemitério, mas há mais de cem que morreram nos dias seguintes e nunca foram entregues às famílias." [notícia integral]
Outras notícias:
Imagens do massacre de Santa Cruz saíram escondidas dentro de roupa interior
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12 de novembro de 2016
«Massacre de Santa Cruz, em Timor, foi há 25 anos»
Na RTP: "Celebrava-se uma missa de homenagem ao timorense Sebastião Gomes, também ele morto dias antes por elementos ligados às forças indonésias, quando as primeiras rajadas de metralhadora foram dirigidas à população. Um ato de violência que vitimou mais de 250 timorenses e que desencadeou uma onda mundial de protesto e repudio." [notícia integral]
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Chacina em Díli aconteceu há 25 anos Massacre de Santa Cruz recriado por timorenses 25 anos depois
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12 de novembro de 2013
«Timorenses assinalam 22 anos do massacre de Santa Cruz»
Na RTP: "Uma imagem pode ser mais forte que um exército e há imagens que mudam o rumo da História. A História de Timor-Leste começou a mudar há 22 anos, quando o mundo viu horrorizado o massacre do cemitério de Santa Cruz, em Díli." [reportagem]
«Jovens estão na linha da frente para continuar Timor-Leste diz Presidente no 22º aniversário do massacre de Sta Cruz»
Na RTP (via Lusa): "O Presidente de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, afirmou, numa mensagem divulgada por ocasião do Dia Nacional da Juventude, que hoje se celebra, que os jovens estão na linha da frente para continuarem a construção do país. "Vocês jovens estão na linha da frente para continuarem com a independência", referiu o chefe de Estado timorense na mesma mensagem, por ocasião do Dia da Juventude, que assinala também o 22.º aniversário do massacre de Santa Cruz." [notícia integral]
11 de novembro de 2011
«20 anos depois, o que ficou?»
No Sapo Timor-Leste: "A 12 de Novembro de 1991, o mundo assistiu a um dos mais atrozes massacres de sempre. O exército indonésio avançou e disparou sobre mais de dois mil manifestantes que homenageavam o jovem estudante Sebastião Gomes, morto pela repressão, no cemitério de Santa Cruz, em Díli. Do ataque resultaram 74 mortos mas, nos dias seguintes, mais 127 timorenses foram "caçados" pelo exército da Indonésia. A maior parte dos corpos continua em parte incerta." [artigo integral] [Especial 20 anos do Massacre de Santa Cruz]
12 de novembro de 2010
«Massacre de Santa Cruz foi há 19 anos»
No SAPO: "Foi há 19 anos que o mundo "acordou" para uma realidade, até então, escondida. Naquele dia 12 de Novembro de 1991, muitos estudantes deslocaram-se à missa do jovem Sebastião Gomes. Depois o destino foi o cemitério de Santa Cruz. O Massacre de Santa Cruz marca o início da derrota da ocupação Indonésia. As imagens captadas por Max Stahl, jornalista que na altura estava ao serviço da Yorkshine Television, sensibilizaram a comunidade internacional para a dramática situação do povo timorense." [notícia completa]
12 de novembro de 2009
1994: timorenses ocupam embaixada norte-americana em Jakarta
«Presidente da República garante compensações às vítimas do massacre de Santa Cruz»
Comunicado: "O Presidente da República, Dr. José Ramos-Horta, garantiu hoje compensações económicas às vítimas do massacre do Cemitério de Santa Cruz, em Díli, onde centenas de Timoreses foram mortos por militares indonésios a 12 de Novembro de 1991. Ramos-Horta falava no 18/o aniversário do trágico dia, durante uma cerimónia realizada frente ao cemitério, em que também intervieram – perante milhares de cidadãos – o Presidente do Parlamento, Fernando "La Sama" de Araújo, e o Primeiro-Ministro, Kay Rala Xanana Gusmão. "O Estado tem a obrigação de cuidar das vítimas do 12 de Novembro", declarou o Presidente da República." [versão integral]
«Podemos perdoar, mas não esquecer o massacre de Santa Cruz»
No JN: "José Ramos-Horta, presidente de Timor-Leste, sublinha que o povo timorense "não pode ficar refém da dor", no dia em que se assinalam 18 anos do massacre no cemitério de Santa Cruz. Ramos-Horta falava na cerimónia evocativa do 18º aniversário do massacre de Santa Cruz, perante milhares de pessoas que se aglomeraram frente ao cemitério, em que também intervieram o presidente do Parlamento, Fernando "La Sama" de Araújo, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão." [artigo integral]
«Dezoito anos após Santa Cruz, a luta é agora por um país estável e desenvolvido»
Na Lusa: "Díli, 11 Nov - O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, realçou hoje a importância do massacre de Santa Cruz na luta pela independência e disse aos sobreviventes que a luta é agora por um país estável e desenvolvido. Xanana Gusmão falava na jornada de reflexão sobre "o espírito do 12 de Novembro de 1991 e a unidade e desenvolvimento nacional", promovida hoje em Díli pelo Comité 12 de Novembro, no âmbito do aniversário dos 18 anos do massacre do cemitério de Santa Cruz. "O massacre de Santa Cruz faz parte da luta nacional e teve um grande impacto no mundo, levando a uma particular atenção para o que se passava em Timor-Leste."
O massacre de Santa Cruz foi há 18 anos
O massacre de Santa Cruz, em Díli, aconteceu no dia 12 de Novembro de 1991, há 18 anos.
Para saber mais:
Democracy Now - Massacre: The Story of East Timor (inglês)
ETAN (inglês)
Friends of Timor (inglês)
Wikipédia - Timor-Leste
Wikipedia - Santa Cruz Massacre (inglês)
Para saber mais:
Democracy Now - Massacre: The Story of East Timor (inglês)
ETAN (inglês)
Friends of Timor (inglês)
Wikipédia - Timor-Leste
Wikipedia - Santa Cruz Massacre (inglês)
24 de agosto de 2009
Contra o esquecimento

Acção da Amnistia Internacional em Viana do Castelo (1995)
A minha geração começou a ouvir falar de Timor-Leste em Outubro de 1989 com a polémica visita do Papa João Paulo II ao território então ocupado pela Indonésia. Mas Portugal só acordou definitivamente para o problema a 12 de Novembro de 1991. Nesse dia o exército indonésio disparou sobre manifestantes no cemitério de Santa Cruz, em Díli, e matou cerca de 200 pessoas. A manifestação pretendia homenagear um estudante morto pela repressão e os que não morreram no local acabaram capturados e mortos pelo exército nos dias seguintes. Mas também aconteceu algo que nos mudou a todos: as imagens do massacre chegaram às nossas televisões e do outro lado do mundo víamos jovens ensanguentados a rezar em português. A partir desse dia eu e muitos portugueses assumimos nunca mais esquecer. E assim foi.
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