12 de novembro de 2009
1994: timorenses ocupam embaixada norte-americana em Jakarta
Assinala-se hoje outra efeméride: a ocupação da embaixada norte-americana em Jakarta por um grupo de estudantes timorenses, a 12 de Novembro de 1994. A história é contada aqui, aqui e aqui na primeira pessoa.
«Presidente da República garante compensações às vítimas do massacre de Santa Cruz»
Comunicado: "O Presidente da República, Dr. José Ramos-Horta, garantiu hoje compensações económicas às vítimas do massacre do Cemitério de Santa Cruz, em Díli, onde centenas de Timoreses foram mortos por militares indonésios a 12 de Novembro de 1991. Ramos-Horta falava no 18/o aniversário do trágico dia, durante uma cerimónia realizada frente ao cemitério, em que também intervieram – perante milhares de cidadãos – o Presidente do Parlamento, Fernando "La Sama" de Araújo, e o Primeiro-Ministro, Kay Rala Xanana Gusmão. "O Estado tem a obrigação de cuidar das vítimas do 12 de Novembro", declarou o Presidente da República." [versão integral]
«Podemos perdoar, mas não esquecer o massacre de Santa Cruz»
No JN: "José Ramos-Horta, presidente de Timor-Leste, sublinha que o povo timorense "não pode ficar refém da dor", no dia em que se assinalam 18 anos do massacre no cemitério de Santa Cruz. Ramos-Horta falava na cerimónia evocativa do 18º aniversário do massacre de Santa Cruz, perante milhares de pessoas que se aglomeraram frente ao cemitério, em que também intervieram o presidente do Parlamento, Fernando "La Sama" de Araújo, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão." [artigo integral]
«Dezoito anos após Santa Cruz, a luta é agora por um país estável e desenvolvido»
Na Lusa: "Díli, 11 Nov - O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, realçou hoje a importância do massacre de Santa Cruz na luta pela independência e disse aos sobreviventes que a luta é agora por um país estável e desenvolvido. Xanana Gusmão falava na jornada de reflexão sobre "o espírito do 12 de Novembro de 1991 e a unidade e desenvolvimento nacional", promovida hoje em Díli pelo Comité 12 de Novembro, no âmbito do aniversário dos 18 anos do massacre do cemitério de Santa Cruz. "O massacre de Santa Cruz faz parte da luta nacional e teve um grande impacto no mundo, levando a uma particular atenção para o que se passava em Timor-Leste."
O massacre de Santa Cruz foi há 18 anos
O massacre de Santa Cruz, em Díli, aconteceu no dia 12 de Novembro de 1991, há 18 anos.
Para saber mais:
Democracy Now - Massacre: The Story of East Timor (inglês)
ETAN (inglês)
Friends of Timor (inglês)
Wikipédia - Timor-Leste
Wikipedia - Santa Cruz Massacre (inglês)
Para saber mais:
Democracy Now - Massacre: The Story of East Timor (inglês)
ETAN (inglês)
Friends of Timor (inglês)
Wikipédia - Timor-Leste
Wikipedia - Santa Cruz Massacre (inglês)
9 de outubro de 2009
3 de outubro de 2009
2 de outubro de 2009
Xanana em Lisboa
Bonita imagem esta que o António José [link] envia. Foi tirada em Outubro de 1999 durante a primeira visita de Xanana Gusmão a Lisboa. A foto terá sido feita após a saída dele do pavilhão de Macau, no Parque das Nações. "Xanana deu uma vez mais a volta à segurança para se aproximar das pessoas", recorda. O António garante que apenas duas pessoas têm a impressão original, uma delas é Xanana. Obrigado!
1 de outubro de 2009
30 de setembro de 2009
«Pensei que nos iam abater»
Na TSF a 30/9/99: "Três jornalistas foram interceptados e agredidos por militares indonésios em Becora. Charles Hires, fotógrafo americano, relatou ao DN essas horas dramáticas vividas com «um gosto amargo na boca». No dia 21 de Setembro o jornalista holandês Sander Dhoenes, correspondente em Jacarta do Financial Times, foi abatido com uma bala à queima-roupa por militares indonésios em Becora, um bastião pró-independentista nos arredores de Díli. Dois outros jornalistas, o britânico John Swain, do Sanday Times, e o fotógrafo americano da agência Gama, Charle Hires, foram dados como desaparecidos no mesmo dia. Após uma forte mobilização das forças da Interfet, os dois jornalistas foram descobertos, seis horas depois, são e salvos. Charle Hires contou ao DN, ainda traumatizado, as circunstâncias da sua intercepção e as horas dramáticas vividas pelos jornalistas." [artigo integral]
29 de setembro de 2009
«Timorenses começam a regressar a Díli»
Na TSF a 29/9/99: "Apesar da miséria, as pessoas voltam a acreditar no futuro. A capital conquista um novo movimento. O movimento de refugiados para Díli começou a intensificar-se. As ruas de Díli estão agora sobrelotadas. Já há gente a instalar-se nas suas casas. Alguns privilegiados que encontraram as casas de pé, apesar de saqueadas. Os poucos edifícios públicos que não foram totalmente queimados são inspeccionados ao mais pequeno pormenor. Uma simples cadeira, uma tábua, ferros, chapas, um colchão, almofadas, tudo é aproveitado, para um início de vida. Os timorenses parecem formiguinhas a acartar tudo o que podem. Preparam-se antes das chuvas, que estão para breve. Há crianças de quatro e cinco anos a transportar enormes pesos." [artigo integral]
«Os mistérios da (in)segurança»
Na TSF a 29/9/99: "A Indonésia diz que a responsabilidade é agora da Interfet. Mas ontem foram vistos militares da TNI a desembarcar em Díli. Enquanto o comandante militar Kiki Syahnakry afirmava, a partir de Bali, que a responsabilidade da segurança em Timor é agora da Interfet, os responsáveis da força recusam que tenha havido transferência de poderes e continuam a insistir numa «responsabilidade partilhada».
E mesmo sem comandante indonésio em Díli, o coronel Mark Kelly, da Interfet, diz que há um órgão consultivo que se reúne diariamente, para coordenar a cooperação entre as TNI (as forças armadas indonésias) e a Interfet." [artigo integral]
E mesmo sem comandante indonésio em Díli, o coronel Mark Kelly, da Interfet, diz que há um órgão consultivo que se reúne diariamente, para coordenar a cooperação entre as TNI (as forças armadas indonésias) e a Interfet." [artigo integral]
28 de setembro de 2009
«Indonésia está a sair de Timor»
Na TSF a 28/9/99: "A Indonésia está a abandonar Timor. Ontem ficaram só 1500 militares. E o comandante Kiki Syahnakri (responsável pela aplicação da lei marcial no território) saiu da ilha, entregando o comando às forças internacionais. Uma cerimónia que deveria ter sido reservada, mas que, afinal contou com a presença, só, de jornalistas indonésios. Os australianos, mantendo a atitude de evitar conflitos com a Indonésia, usaram palavras cuidadosas: «Até à data em que a Assembleia Consultiva do povo vai desanexar o território, a Indonésia detém a soberania sobre Timor. Não se esqueçam», afirmou o coronel Mark Kelly, porta-voz da Interfet, referindo sempre que o mandato lhes foi conferido pelas Nações Unidas." [artigo integral]
27 de setembro de 2009
«Nervos à flor da pele em Díli»
Na TSF a 27/9/99: "A Indonésia deverá passar hoje para a Austrália a responsabilidade pela segurança. O que está a gerar alguma tensão. Em Díli Para surpresa geral, a força de paz em Timor-Leste tentou ontem juntar os cerca de cem jornalistas presentes na capital timorense num único hotel, fortemente protegido. A medida foi tomada na sequência de informações que apontavam para um ataque das milícias. A Interfet recomendou aos jornalistas que se juntassem no hotel Turismo, situado próximo do porto e rodeado de um forte dispositivo de segurança, onde 40 representantes de meios de comunicação social internacionais se encontram instalados. Outros 60 estavam nos arredores. Dezenas de jornalistas acabaram por ser escoltados por soldados da Interfet até ao hotel, onde foram obrigados a apagar todas as luzes." [artigo integral]
«Ajuda humanitária portuguesa começa a chegar»
Na TSF a 27/9/99: "Aos poucos, a ajuda humanitária do Governo português a Timor começa a chegar a Díli. Ontem, foi a vez de um primeiro avião transportar oito pessoas e 13 toneladas de ajuda, estando previstos novos voos ao longo de toda esta semana. A missão humanitária portuguesa prevê o transporte para Timor-Leste de 60 toneladas de ajuda - entre as quais um hospital de retaguarda, ambulâncias, medicamentos e rações de combate - e de 64 pessoas (em vez das 72 inicialmente previstas) para concretizar essa ajuda junto das populações carenciadas." [artigo integral]
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