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16 de setembro de 2009
15 de setembro de 2009
Intervenção de Ilda Figueiredo no PE
[Intervenção da deputada Ilda Figueiredo no PE sobre a situação em Timor Leste em 15/09/99] "É conhecido que Timor Leste está ilegalmente ocupado pela Indonésia desde há cerca de 24 anos, o que determinou sucessivas resoluções da ONU exigindo a retirada da Indonésia e reiterando o direito à auto-determinação do Povo de Timor Leste. Durante esse período foram-se sucedendo os atropelos e violações por parte das forças ocupantes indonésias com centenas de milhares de vítimas e incontáveis sacrifícios do Povo de Timor Leste, que nunca desistiu da sua luta heróica pela liberdade e pela independência, e a qual saudamos.
Entretanto, com a assinatura do Acordo de Nova Iorque, entre Portugal e a Indonésia, sob a égide das Nações Unidas, abriram-se as perspectivas para a consulta popular realizada no dia 30 de Agosto, com uma taxa de participação de 98,6% e com uma esmagadora maioria do Povo de Timor Leste, mais de 78 por cento, a pronunciar-se a favor da independência.
Quer a ONU, quer os observadores internacionais e as próprias autoridades indonésias consideraram que o escrutínio decorreu de forma livre e justa, apesar das pressões e da campanha de intimidação levada a cabo pelas milícias pró-integração.
Mas, após o conhecimento público dos resultados da votação, o Povo de Timor Leste foi novamente alvo de ataques criminosos cometidos de forma sistemática por grupos paramilitares pró-integracionistas, com a participação da polícia e do exército indonésios, os quais atacaram igualmente funcionários da UNAMET, autoridades religiosas, observadores e jornalistas. Além de muitos mortos, há milhares de deslocados e refugiados que foram obrigados a abandonar as suas casas, muitas vezes queimadas. A Indonésia não cumpriu os compromissos assumidos no acordo de Nova Iorque, o que exigia a intervenção do Conselho de Segurança da ONU , através do envio de uma força de paz, com mandato preciso e duração definida, para garantir a segurança e a paz no território e evitar um novo genocídio, o que tardou a acontecer.
Ora, apesar das recentes decisões do Conselho de Segurança da ONU sobre a intervenção de uma força internacional de paz, e apenas tomadas após uma forte pressão internacional que obrigou o presidente Habibie a aceitar a sua participação, ainda continuam a morrer pessoas inocentes em Timor Leste vítimas da actuação da Indonésia, das forças pró-integracionistas e da difíceis condições humanitárias em que se encontram as populações, designadamente os deslocados e refugiados. Torna-se, pois, necessária a imediata intervenção da força internacional de paz, bem como o apoio humanitário, quer às populações que se encontram em Timor Leste, quer aos deslocados para outras zonas da Indonésia. É urgente que se também se promova, em segurança, o regresso dos refugiados e deslocados a Timor Leste, bem como o acesso das organizações não governamentais, dos observadores internacionais e jornalistas.
Como se refere na Proposta de Resolução Comum que subscrevemos, há que reconhecer a vontade inequívoca e democraticamente expressa do Povo de Timor-Leste em se tornar independente e em criar um novo País, estabelecer as respectivas relações diplomáticas, apoiar a reconstrução, a actividade económica e o processo de constituição do Estado de Timor Leste. Assim, registando positivamente a posição que o Conselho Europeu aqui assumiu no Parlamento Europeu, não posso deixar de sublinhar a importância de inscrever verbas de apoio, de desenvolver todas as acções que permitam terminar com o enorme sofrimento do Povo de Timor Leste.
Simultaneamente, é necessário que se mantenham suspensas a cooperação militar, as exportações de armamento e as ajudas económicas à Indonésia, excepto as de natureza humanitária. Assim, aqui fica o apelo a que continuemos a dar todo o apoio à luta heróica do Povo de Timor Leste." [Fonte]
«Leandro Isaac: 'Que venham depressa as tropas da ONU'»
Na TSF a 15/9/99: "Há situações que só o povo de Timor ajuda a compreender. Em Díli, na sede da UNAMET, já era desesperada a situação dos refugiados, sem água, sem comida, sem esperança. Mas todos revelavam a maior dignidade. Quando a UNAMET começou a falar em sair, a situação ficou ainda mais desesperada e no meio dos refugiados a palavra de ordem foi tentar chegar às montanhas. Acompanhei a sua odisseia nocturna, por entre arbustos, pedras e íngremes subidas, só de longe iluminada pelos clarões dos edifícios a arder, e com o silêncio entrecortado pelos disparos dispersos nas ruas de Díli. Foi uma fuga de desespero, mas de grande dignidade: os mais fortes ajudavam os mais fracos, idosos e crianças. Foi tudo bem organizado até à chegada junto das forças avançadas das Falintil." [artigo integral]
«Sem água nem alimentos»
Na TSF a 15/9/99: "O retrato traçado pela ONU é dramático: a fome atinge um quarto da população timorense. E a ajuda humanitária ainda vai demorar alguns dias a chegar. De Lisboa partiu um avião. Milhares de timorenses com fome e falta de assistência médica em Timor-Leste e Timor Ocidental continuam a aguardar a chegada de auxílio humanitário. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) avalia em sete mil o número de mortos em Timor-Leste. Diz ainda haver entre 300 e 400 mil deslocados e mais de 200 mil pessoas em risco de fome." [artigo integral]
14 de setembro de 2009
13 de setembro de 2009
12 de setembro de 2009
Manifestação em Madrid
Madrid, 12/09/99 [© Luís Galrão]
[Actualização] Encontrei este vídeo do José Budha que inclui imagens de Madrid e da iniciativa '3 minutos por Timor' realizada uns dias antes em Lisboa:
«Visão de uma imensa cicatriz»
Na TSF a 12/9/99: "Crónica dos dias de fogo. «Nem fazendo apelo ao mais empenhado sentido de imparcialidade e isenção consigo deixar de sentir esta sensação de raiva e impotência.» A primeira impressão que detenho da chegada a Díli é um enorme silêncio. Saí do avião e não senti o ambiente de festa das outras vezes. Senti falta da agitação das pessoas que vinham esperar familiares ou amigos, dos taxistas que andavam à procura de cliente ou dos miúdos que costumavam vender os jornais. A segunda impressão que ainda continua colada à pele é o forte cheiro a queimado. Ainda o avião se fazia à pista e já era possível ver algumas colunas de fumo de casas a arder. No Bairro de Comoro passei por uma casa incendiada há pouco tempo. Ainda se via o fumo e o brilho da madeira quase em cinzas. E há uma terceira imagem que não vou esquecer: a das muitas centenas de pessoas que se viram obrigadas a fugir de casa por causa dos ataques dos militares e das milícias." [artigo integral]
11 de setembro de 2009
«Receia-se o pior na sede da UNAMET»
Na TSF a 11/9/99:"O receio da ocorrência de um massacre na sede da UNAMET provocou o pânico entre os cerca de mil refugiados que ainda se encontravam no local, poucas horas depois de ter sido evacuada a maioria dos elementos da ONU para Darwin, na madrugada de ontem (hora de Lisboa). As milícias violaram a área de segurança das Nações Unidas, destruindo janelas e assaltando viaturas da organização, com a conivência dos militares." [artigo integral]
«Um banho de esperança»
Na TSF a 11/9/99: "«As ovelhas, o rebanho, ficam abandonados, entregues a si próprios, mas alguém tem de sair para ser a voz daqueles que não têm voz. Foi esta a decisão que eu tomei. Essas pessoas esperam que eu fale e que esta saída traga resultados para os que ficaram.» Já passava do meio-dia, em Lisboa, quando D. Carlos Ximenes Belo iniciou no aeroporto da Portela uma declaração impressionante. O tom de voz sereno, mas determinado, de uma revolta contida, deu mais força à descrição do terror em Timor, do «genocídio», palavra que, ao contrário do Vaticano, D. Ximenes não se inibe de dizer. " [artigo integral]
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