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2 de outubro de 2009

Xanana em Lisboa


Bonita imagem esta que o António José [link] envia. Foi tirada em Outubro de 1999 durante a primeira visita de Xanana Gusmão a Lisboa. A foto terá sido feita após a saída dele do pavilhão de Macau, no Parque das Nações. "Xanana deu uma vez mais a volta à segurança para se aproximar das pessoas", recorda. O António garante que apenas duas pessoas têm a impressão original, uma delas é Xanana. Obrigado!

30 de setembro de 2009

«Pensei que nos iam abater»

Na TSF a 30/9/99: "Três jornalistas foram interceptados e agredidos por militares indonésios em Becora. Charles Hires, fotógrafo americano, relatou ao DN essas horas dramáticas vividas com «um gosto amargo na boca». No dia 21 de Setembro o jornalista holandês Sander Dhoenes, correspondente em Jacarta do Financial Times, foi abatido com uma bala à queima-roupa por militares indonésios em Becora, um bastião pró-independentista nos arredores de Díli. Dois outros jornalistas, o britânico John Swain, do Sanday Times, e o fotógrafo americano da agência Gama, Charle Hires, foram dados como desaparecidos no mesmo dia. Após uma forte mobilização das forças da Interfet, os dois jornalistas foram descobertos, seis horas depois, são e salvos. Charle Hires contou ao DN, ainda traumatizado, as circunstâncias da sua intercepção e as horas dramáticas vividas pelos jornalistas." [artigo integral]

DN 30/09/99


DN 30/09/99


29 de setembro de 2009

«Timorenses começam a regressar a Díli»

Na TSF a 29/9/99: "Apesar da miséria, as pessoas voltam a acreditar no futuro. A capital conquista um novo movimento. O movimento de refugiados para Díli começou a intensificar-se. As ruas de Díli estão agora sobrelotadas. Já há gente a instalar-se nas suas casas. Alguns privilegiados que encontraram as casas de pé, apesar de saqueadas. Os poucos edifícios públicos que não foram totalmente queimados são inspeccionados ao mais pequeno pormenor. Uma simples cadeira, uma tábua, ferros, chapas, um colchão, almofadas, tudo é aproveitado, para um início de vida. Os timorenses parecem formiguinhas a acartar tudo o que podem. Preparam-se antes das chuvas, que estão para breve. Há crianças de quatro e cinco anos a transportar enormes pesos." [artigo integral]

«Os mistérios da (in)segurança»

Na TSF a 29/9/99: "A Indonésia diz que a responsabilidade é agora da Interfet. Mas ontem foram vistos militares da TNI a desembarcar em Díli. Enquanto o comandante militar Kiki Syahnakry afirmava, a partir de Bali, que a responsabilidade da segurança em Timor é agora da Interfet, os responsáveis da força recusam que tenha havido transferência de poderes e continuam a insistir numa «responsabilidade partilhada».
E mesmo sem comandante indonésio em Díli, o coronel Mark Kelly, da Interfet, diz que há um órgão consultivo que se reúne diariamente, para coordenar a cooperação entre as TNI (as forças armadas indonésias) e a Interfet." [artigo integral]

28 de setembro de 2009

«Indonésia está a sair de Timor»

Na TSF a 28/9/99: "A Indonésia está a abandonar Timor. Ontem ficaram só 1500 militares. E o comandante Kiki Syahnakri (responsável pela aplicação da lei marcial no território) saiu da ilha, entregando o comando às forças internacionais. Uma cerimónia que deveria ter sido reservada, mas que, afinal contou com a presença, só, de jornalistas indonésios. Os australianos, mantendo a atitude de evitar conflitos com a Indonésia, usaram palavras cuidadosas: «Até à data em que a Assembleia Consultiva do povo vai desanexar o território, a Indonésia detém a soberania sobre Timor. Não se esqueçam», afirmou o coronel Mark Kelly, porta-voz da Interfet, referindo sempre que o mandato lhes foi conferido pelas Nações Unidas." [artigo integral]

Público 28/09/99


27 de setembro de 2009

«Nervos à flor da pele em Díli»

Na TSF a 27/9/99: "A Indonésia deverá passar hoje para a Austrália a responsabilidade pela segurança. O que está a gerar alguma tensão. Em Díli Para surpresa geral, a força de paz em Timor-Leste tentou ontem juntar os cerca de cem jornalistas presentes na capital timorense num único hotel, fortemente protegido. A medida foi tomada na sequência de informações que apontavam para um ataque das milícias. A Interfet recomendou aos jornalistas que se juntassem no hotel Turismo, situado próximo do porto e rodeado de um forte dispositivo de segurança, onde 40 representantes de meios de comunicação social internacionais se encontram instalados. Outros 60 estavam nos arredores. Dezenas de jornalistas acabaram por ser escoltados por soldados da Interfet até ao hotel, onde foram obrigados a apagar todas as luzes." [artigo integral]

«Ajuda humanitária portuguesa começa a chegar»

Na TSF a 27/9/99: "Aos poucos, a ajuda humanitária do Governo português a Timor começa a chegar a Díli. Ontem, foi a vez de um primeiro avião transportar oito pessoas e 13 toneladas de ajuda, estando previstos novos voos ao longo de toda esta semana. A missão humanitária portuguesa prevê o transporte para Timor-Leste de 60 toneladas de ajuda - entre as quais um hospital de retaguarda, ambulâncias, medicamentos e rações de combate - e de 64 pessoas (em vez das 72 inicialmente previstas) para concretizar essa ajuda junto das populações carenciadas." [artigo integral]

Público 27/09/99


26 de setembro de 2009

«O frasco cheio de balas da irmã Marlene»

Na TSF a 26/9/99: "Durante quinze dias, as freiras salesianas deram guarida a 400 timorenses e repeliram com rezas os ataques das milícias. A irmã Marlene tem dentro de um frasco todos os invólucros de bala que caíram nas imediações da residência das freiras salesianas em Díli durante os ataques das milícias e que têm vindo a ser recolhidos aqui e ali pelos miúdos que lá se encontram refugiados. Ri-se quando mostra o frasco de vidro aos jornalistas, com um brilho traquina nos olhos asiáticos, como se a experiência por que acabou de passar fosse um quase-nada." [artigo integral]

«Uma calma apenas aparente»

Na TSF a 26/9/99: "A histeria da véspera, com acções muito vistosas e intimidatórias por parte da Interfet, quando um contingente numeroso de militares indonésios abandonava Timor, já passou, e a menor presença indonésia deixou a cidade bastante mais calma. Pelo menos aparentemente. O povo está mais alegre, apesar das condições miseráveis. As crianças brincam com nada, os jovens fazem o V de vitória e todos põem camisolas do Xanana. Sempre ânimo e esperança, apesar da miséria. Díli é hoje uma terra arrasada. Vai tudo ter de começar do zero. Há um trabalho incomensurável de limpeza a fazer e a reconstrução vai certamente demorar anos a fio..." [artigo integral]

Público 26/09/99



25 de setembro de 2009

Por Timor


Expresso 25/09/99

«Eu próprio enterrei quatro corpos»

Na TSF a 25/9/99: "Histórias na primeira pessoa de quem viveu os dias de terror e agora as horas da fome em Díli. Ontem era dia importante em Díli. Jornalistas de várias nacionalidades e dois idiomas partem cidade fora, a pé, em busca de motivo de reportagem. No grupo, falam-se duas línguas: português e inglês. De repente, alguém nos aborda: «São portugueses?» Esclarecida a situação, o homem, 50 e tal anos vestidos de negro, desafaba: «Que eu preciso de falar com alguém, pois não sei da minha família.» Recomenda-se-lhe que contacte a Cruz Vermelha, que tem como um dos seus objectivos declarados para Díli ajudar a reunir famílias divididas." [artigo integral]

Público 25/09/99


24 de setembro de 2009

«Isto não é nenhum jogo»

Na TSF a 24/9/99: "Tiros e muita agitação em Díli entre militares da Interfet e indonésios. Peter Cosgrove promete responder a provocações. Há dias assim. Começam com cadáveres, agitação e tiroteio e acabam com ameaças, questões de segurança, e militares a guardar-nos à noite. A história foi falada entre jornalistas, na véspera. Que havia um poço no quintal da casa de Manuel Carrascalão cheio de cadáveres. Supostamente, contou um vizinho, os homens das milícias terão decapitado e cortado os membros aos timorenses que mataram e lançado no mar as cabeças, deixando os corpos naquele poço e noutros locais. Tudo, para dificultar a identificação. Fomos ver. Uns miúdos estavam na rua, bastou perguntar onde era, eles apontaram logo para o poço. Primeiro o cheiro insuportável - as tábuas indicavam a passagem. Uma tampa de ferro. Abre-se. E a imagem é terrível. Milhões de bichos brancos «trabalham» freneticamente na decomposição do cadáver. Percebe-se que é um corpo, um tronco, que está de costas para cima. Ao lado está um braço. Não se vê mais nada. " [artigo integral]